Na
oportunidade, os representantes do Hospital Santa Helena falaram sobre
as atividades exercidas pela instituição, com atendimento prioritário de
casos do SUS (mais de 90% das demandas), sendo referência como
maternidade e UTI neonatal em Mato Grosso. O gerente de Recursos Humanos
do Hospital Santa Helena, Jadson Barros, e o voluntário Osvaldo Borges
ressaltaram ainda que o hospital atende toda a Baixada Cuiabana, não
apenas Cuiabá. “O Santa Helena é um hospital que possui 47 anos de
existência, sendo uma entidade filantrópica que realiza uma média de 750
partos por mês. É referência no estado”, explicou Barros.
O
Hospital apresentou, do mesmo modo, algumas necessidades atuais para
continuidade e melhoria de suas atividades, demonstrando interesse em
receber recursos e bens do MPF/MT oriundos de ações civis e penais (como
a Ararath), de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), de transações
penais, de suspensões condicionais dos processos para o custeio ou a
aquisição de equipamentos para a entidade.
De sua parte, o
procurador Gustavo Nogami explicou que o MPF/MT necessita de projetos
detalhados das “instituições parceiras” (públicas e beneficentes) para
direcionar recursos/bens, conforme ocorreu recentemente com a Santa Casa
de Misericórdia de Cuiabá, que recebeu auxílio proveniente de valores
obtidos na operação Ararath. “O MPF precisa de projetos detalhados para
auxiliar as entidades parceiras. É indispensável saber, de antemão, o
objeto (o que será feito com os recursos ou bens solicitados), o
objetivo (finalidade do pedido), o custo estimado (quanto será gasto,
conforme orçamentos previamente colhidos), o responsável pela execução, a
forma de prestação de contas do projeto, dentre outros detalhes. Tais
informações são imprescindíveis para que o MPF possa auxiliar”,
ressaltou Nogami.
Nogami esclareceu, em complemento, que a
Chefia de Gabinete da PR/MT está em fase de criação de um “cadastro”
para manter os projetos apresentados pelas “instituições parceiras do
MPF”, a fim de auxiliar em eventuais destinações de recursos nos casos
em que o MPF atue em todo MT. “O banco de projetos de entidades
parceiras está em fase inicial, por isso é essencial que as instituições
interessadas apresentem projetos detalhados para atendimento de suas
demandas. O IFMT e o Hospital Júlio Müller também já demonstraram
interesse e se comprometeram a apresentar os respectivos projetos”,
salientou o procurador-chefe.
Ademais, os representantes do
Hospital Santa Helena detalharam alguns projetos desenvolvidos
atualmente, como o “Via Láctea”, o “Mãe Canguru”, além de frisarem o
planejamento para ampliação da maternidade e do centro cirúrgico, assim
como para a criação de uma ala especial para atendimento de idosos.
“Este é um sonho do hospital, de implantar uma ala especial para idosos,
porque hoje não há nenhum hospital que tenha algo desse tipo em Mato
Grosso. Já demos início à construção, mas está parada no momento, falta o
acabamento e o mobiliário. E este poderá ser um dos primeiros projetos
que iremos apresentar ao MPF”, finalizou o voluntário Osvaldo Borges.
O
procurador concluiu a reunião reforçando o interesse do MPF em auxiliar
o Hospital Santa Helena, assim como outras instituições públicas e
beneficentes na área de saúde e educacional, entretanto, ressaltou a
necessidade de apresentação de projetos detalhados para viabilizar o
auxílio, evitando desvios e desperdícios. “Cada espécie de destinação é
diferente, dependendo da origem dos recursos. No caso de bens e recursos
oriundos de ações, como a Ararath, por exemplo, é imprescindível a
autorização do juiz. Neste caso, o MPF pode propor e o magistrado deve
decidir sobre o direcionamento ou não dos recursos. De outro lado, se
for um Termo de Ajustamento de Conduta, o próprio membro do MPF pode
decidir sobre a forma de destinação dos recursos, inexistindo
intervenção judicial. Do mesmo modo, as doações administrativas
prescindem de terceiros, sendo ato realizado pela própria Administração
da PR/MT diretamente. Todavia, em qualquer caso, é imprescindível a
existência de projetos detalhados para permitir a prévia avaliação do
MPF sobre o atendimento do interesse público”, finalizou.
Agora,
caberá ao Hospital Santa Helena, assim como às demais “instituições
parceiras” (entidades públicas e filantrópicas), apresentar projetos
detalhados para atendimento das demandas atuais.
Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
FONTE: VG NEWS
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