Hoje em reunião com a AMEF, grande quantidade de engenheiros florestais compareceu no auditório do Parque Massairo Okamura para ouvir uma palestra com servidoras da SEMA/MT, a superintendente Elaine Corsini e a servidora Silvana, que responderam satisfatoriamente diversas perguntas feitas pelos profissionais, sempre de forma clara, diplomática e objetiva. Perguntas do tipo, "como funcionará o Cadastro Ambiental Rural - CAR com a adequação a legislação federal e adoção do SICAR"?
Vale ressaltar que muitos profissionais aproveitaram para fazer seu questionamento e ainda conseguiram fazer muito bem, e sob aplausos, os seus desabafos. Afinal não é sempre que se consegue uma quantidade significativa de engenheiros florestais juntos no mesmo local.
Ora, num estado essencialmente com economia que de certa forma até substancialmente dependente do agronegócio e de empreendimentos de negócios florestais... E que até atualmente vem sofrendo e se degradando. Desde a deflagração da Operação Curupira pela Polícia Federal em 2005, vem sofrendo solução de continuidade no que se refere ao licenciamento ambiental feito pela SEMA/MT. E com isso os prejuízos para o setor e para os profissionais se amontoam. “Os inocentes pagam pelos pecadores?” É!
Interessante destacar que desde aquela época sombria, até os dias atuais a SEMA/MT, o setor florestal e os empresários ligados á área, vem passando por transições continuadas na tecnologia para elaboração dos serviços e projetos.
Trocou-se muito de secretários nestes dois últimos governos. Mas sem sucesso. A SEMA/MT, que deveria implementar uma agenda desenvolvimentista para o setor de base florestal, visando a sustentabilidade, acabou por se descambar apenas pela linha ambientalista radical, com análises frias por profissionais muitas vezes de outras áreas com visão divergentes, que nada contribuíram com a participação. Muito pelo contrário. Apesar de destilarem todo conhecimento legal, apenas conseguiram é manter a máquina estatal engessada, atrapalhando até a gestão do próprio governador, que deverá sair com a imagem arranhada por não saber fazer mover um setor bastante produtivo e saudável, que deveria render os dividendos e empregos que poderia ter possibilitado, geração do desenvolvimento sustentado para todo estado de Mato Grosso. Alias, a estática e a inércia crônica continua! Será uma missão dura para o próximo gestor.
Há que lançar um olhar desenvolvimentista para o setor florestal, tornando-o viável para os negócios sustentáveis. Pois o empresário florestal, depende da floresta em pé para manutenção da sua empresa e seu negócio, saudável e produzindo sempre. Assim, a conservação do meio ambiente deverá ser sempre sua meta.
Ora, nesta gestão que termina, sendo comandado pelo Ex-Deputado José Lacerda, (PMDB), onde a sua indicação causou grande expectativa e animação da classe envolvida.
Mas que no fim, pouco se tem a elogiar a sua gestão. Houve sim investimentos tecnológicos e muitas promessas. Mas que na prática, nada ou muito pouco efeito se percebeu para a grande maioria. E, para não julgá-lo, é melhor nem estender demais.
Muitos profissionais da floresta, daqueles mais atuantes, com escritórios de engenharia bem estruturados, e que possuem mais de 10 funcionários fichados regularizados, vão arcar de forma dura, com suas obrigações de encargos trabalhistas até o final do ano, mesmo já sabendo que o ano fecha com balanço negativo. Isso ainda para tentar manter suas estruturas, ainda pensando num futuro melhor com a nova gestão que tomará posse em janeiro de 2015. Pois, resumindo este período de oito anos, só avolumou os prejuízos para a classe florestal e para os empresários do setor florestal organizado. Justo àquele que cumpre a legislação e gera emprego e renda é que lamenta mais.
Setor este que em condições adequadas, ajuda no desenvolvimento do estado e crescimento da região.
Também merece destacar que foi esta, uma das melhores reuniões da AMEF dos últimos tempos. Foi comentado pelo Presidente da AMEF hoje, após a palestra com as servidoras da SEMA/MT, que afirmou que deverá se posicionar, acionando junto ao CREA, se houver casos de analises profissionais que exorbitem nas suas atribuições e de áreas diferentes. Ou seja, -“cada um no seu quadrado”, disse Paiva! (reeditado)
-Enfim, o fim da era Lacerda chegou! E, no balaço geral já está fechado em vermelho!
Editado em 24/10
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